domingo, 17 de outubro de 2010

Oração do homem que não sabia que sabia pedir

Que homens e mulheres consigam viver uma realidade na qual não precisem pensar pelo estômago...

...que a opinião seja respeitada, mesmo que ainda existam aqueles que insistem em afiar a lâmina da guilhotina...

...que o futuro não pareça tão distante, mesmo que o calendário insista em dizer que é assim mesmo, apesar de tudo...

...que sonhar seja permitido, mesmo que aparentemente estejamos acordados...

...que aquele que abraçava só porque tinha interesses, ao menos retorne com um aperto de mão arrependido...

que os que choram, tenham acesso ao universo de quem ri, mesmo que as gargalhadas ainda não sejam permitidas...

que os que acreditam ter encontrado o caminho, tratem com amor os que enxergam com seus olhos outros rumos...

que assim seja, para todo aquele que o bem deseja, que seja assim, mesmo para quem crê que há um mal que não tem cura.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Para o amigo Antonio Thadeu Wojciechowski

Te entendo hoje
Muito mais do que entendia
Bem mais agora
longe
do que quando de perto ouvia

agora vejo tanto
que até escuto mais do que sabia
Palavras e sons com notas sóbrias
Embriagadas de poesia

África do Sul ignora legado da Copa do Mundo de 2010

África do Sul ignora legado da Copa

É assim que começa a matéria de Paulo Cobos, da Folha de São Paulo, que separei para refletirmos sobre os estádios que serão construídos no Brasil da Copa. Alguns deles em praças onde a bola rola mas a casa não enche.

Não deu outra. Os enormes e luxuosos estádios construídos para a Copa do Mundo da África do Sul não servem para o futebol local. A recém-iniciada temporada da liga sul-africana expõe essa cruel realidade.Os clubes fogem das arenas do último Mundial. Das 96 partidas da liga até o final do ano, apenas 20, foram marcadas para um dos dez estádios erguidos para o Mundial, que juntos custaram mais de R$ 4 bilhões.
Dos nove jogos realizados até agora em arenas da Copa, só a rodada dupla de abertura, disputada na Cidade do Cabo, teve um público bom. Foram usados diversos tipos de promoção para a distribuição de ingressos, e 43 mil torcedores foram à partida, pouco mais da metade da capacidade do estádio.
Nos outros sete jogos, o público presente foi um grão de areia na imensidão das arquibancadas --a média ficou em 3,2 mil torcedores.Segundo dados oficiais da liga sul-africana, o jogo entre Platinum Stars e AmaZulu levou só 200 pessoas ao Royal Bafokeng Stadium, que tem capacidade para 46 mil torcedores. No Mundial, abrigou até jogo da Inglaterra.
Principal palco da Copa, quando recebeu mais de 80 mil fãs por jogo, o Soccer City, em Johannesburgo, só abrigou um duelo da primeira divisão sul-africana. E apenas 5 mil pessoas viram o empate sem gols entre Orlando Pirates e Free State Stars.
Até estádios mais modestos, como o de Bloemfontein, foram preteridos por outros ainda mais espartanos.vOs clubes do país preferem estádios menores e mais próximos às suas sedes, diminuindo, assim, a chance de prejuízo.
Só para a limpeza das arenas após os jogos, calcula a federação, é necessário um investimento, em material e contratação de pessoal, de pouco mais de R$ 45 mil. Antes do início da temporada da liga, o futebol sul-africano já dava sinais que é muito pequeno para os estádios do último Mundial.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

El parto de la madre tierra

Destinos

Foi impossível conter as lágrimas durante a cobertura jornalística do resgate dos mineiros no Chile. Não somente por causa do reencontro das famílias, mas também em função das histórias e curiosidades. O futebol estava presente. Manuel González, primeiro voluntário que chegou ao fundo da mina, e Franklin Lobos, um dos mineiros, foram adversários em 1985. González jogava pelo O''Higgins e Lobos, um dos mineiros soterrados, defendia o Cobresal e chegou a jogar pela seleção chilena. O reencontro do socorrista com o motorista, mostrado para todo o mundo, serviu para exibir que nem só de glamour vive o futebol, e nem só de riquezas minerais vive um país.

Família

O não de Parreira ao Corinthians é na verdade um talvez. Alegando ter assumido compromissos familiares e prometido que não mais trabalharia em 2010, o técnico deixou a porta entreaberta. Só que o Timão tem pressa. E por culpa do próprio clube. Quem disse que a causa da queda de rendimento foi Adilson Batista? E agora? Põe quem no lugar do rapaz? Se ele fosse ruim não estaria com uma série de propostas engatilhadas para o ano que vem. O que a diretoria não percebeu é que Cruzeiro, Fluminense e Inter pensaram longe, grande e com planejamento. Coisa que um time que se deixa influenciar tanto por torcidas organizadas não conseguirá nunca.

Eterno enquanto dure

Um fato curioso na Alemanha é o oposto do que vemos por aqui. E a ideia partiu do Mainz: oferecer um contrato vitalício ao técnico Thomas Tuchel. Com sete vitórias em sete jogos, a sensação da temporada lidera o Campeonato Alemão já com três pontos de vantagem para o Borussia Dortmund, segundo colocado. O diretor Christian Heidel disse ao jornal alemão “Bild” que está disposto a dar um contrato com prazo indeterminado a Tuchel. Segundo ele existe uma enorme confiança dos dois lados e o treinador incorpora a filosofia do clube. Ou eles tomam cerveja a mais ou são diferentes mesmo.

Política em campo

A Sérvia pode ter sérios problemas em seu sonho de integrar a Comunidade Européia. O mercado unificado pode fechar as portas por mais tempo em função de incidentes que vem ocorrendo dentro e fora do país. Nem mesmo estádios tem escapado. Autoridades garantem que a briga entre torcedores sérvios com italianos em Gênova, num jogo pelas Eliminatórias da Eurucopa, foi coisa mandada. Eles acreditam que radicais estariam agindo para manchar a imagem do país e impedir sua entrada na União Européia. O narcotraficante Darko Saric seria o mentor e financiador das ações. Coisa de filme!

Fora de campo

A política aqui não chegou às arquibancadas assim. Fica mais restrita a um debate ou outro, nos intervalos das discussões sobre futebol e religião, em mesas redondas e quadradas por todo o país. Mas o esporte bem que poderia passar a ser tratado com a seriedade que merece e ser alvo de uma boa reforma. O duro é entrar na fila. Antes dele tem a reforma da previdência, a da política, a tributária...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fomos, vimos e vencemos!

Papo cheio

O Cruzeiro se valoriza na hora certa. Quem está aplicando a curto prazo aposta a grana nos azuis de Minas por questões óbvias. Tem um elenco que sobra, um trabalho bem estruturado, bom comando e cresceu na hora certa. Vá lá que a maioria das vitórias é na base do 1 a 0. E daí? Se a galinha enche o papo de grão em grão, porque a Raposa não?

Paladar

Dureza é para as torcidas de Fluminense e Corinthians. O doce sabor da liderança vai ficando amargo na medida em que as derrotas descem goela abaixo.

Resultado

No caso do Fluminense é possível argumentar que o que parecia um grande elenco ficou reduzido a uns poucos. Não é tudo o que se imaginava e algumas peças simplesmente não engrenaram. Mesmo assim o título não está perdido. O problema é o moral da tropa. Derrotas seguidas, contusões idem, fazem do Tricolor um time com cara de desânimo, ou de poucos amigos, bem no estilo Muricy.

Se bem que

É melhor um Muricy na mão do que um Adilson e um Mano voando. O Corinthians vive situação bem pior que o Flu. Perdeu 13, de 15 pontos disputados. E perdeu a vergonha, ao deixar que transformassem sua antiga casa, o Pacaembu, em casa da Mãe Joana.

Luz, câmera...

Na medida em que o seriado Brasileirão 2010 faz mais sucesso, outros protagonistas aparecem: Inter e Santos ganham mais destaque em seus respectivos papéis. Heróis para seus torcedores, vilões para os adversários. Um bom filme, cujo final é muito cedo pra antecipar. Não é prudente ainda dizer quem morre no final.

Estratégia

Os italianos vaiaram, a arbitragem escorregou, mas não teve jeito. O vôlei brasileiro é tricampeão do mundo, com sobras. A vitória sobre Cuba na final apagou qualquer sinal de imagem negativa. Mesmo a que possa ter ficado após o Brasil entregar um jogo pra não precisar viajar e pegar um chave mais complicada. A Itália é que se deu mal Armou um regulamento estilo arapuca, pra quebrar o Brasil e se dar bem. Não adiantou nada: fomos, vimos e vencemos. Ave Bernardinho!

Ave, Bernardinho!

Papo cheio

O Cruzeiro se valoriza na hora certa. Quem está aplicando a curto prazo aposta a grana nos azuis de Minas por questões óbvias. Tem um elenco que sobra, um trabalho bem estruturado, bom comando e cresceu na hora certa. Vá lá que a maioria das vitórias é na base do 1 a 0. E daí? Se a galinha enche o papo de grão em grão, porque a Raposa não?

Paladar

Dureza é para as torcidas de Fluminense e Corinthians. O doce sabor da liderança vai ficando amargo na medida em que as derrotas descem goela abaixo.

Resultado

No caso do Fluminense é possível argumentar que o que parecia um grande elenco ficou reduzido a uns poucos. Não é tudo o que se imaginava e algumas peças simplesmente não engrenaram. Mesmo assim o título não está perdido. O problema é o moral da tropa. Derrotas seguidas, contusões idem, fazem do Tricolor um time com cara de desânimo, ou de poucos amigos, bem no estilo Muricy.

Se bem que

É melhor um Muricy na mão do que um Adilson e um Mano voando. O Corinthians vive situação bem pior que o Flu. Perdeu 13, de 15 pontos disputados. E perdeu a vergonha, ao deixar que transformassem sua antiga casa, o Pacaembu, em casa da Mãe Joana.

Luz, câmera...

Na medida em que o seriado Brasileirão 2010 faz mais sucesso, outros protagonistas aparecem: Inter e Santos ganham mais destaque em seus respectivos papéis. Heróis para seus torcedores, vilões para os adversários. Um bom filme, cujo final é muito cedo pra antecipar. Não é prudente ainda dizer quem morre no final.

Estratégia

Os italianos vaiaram, a arbitragem escorregou, mas não teve jeito. O vôlei brasileiro é tricampeão do mundo, com sobras. A vitória sobre Cuba na final apagou qualquer sinal de imagem negativa. Mesmo a que possa ter ficado após o Brasil entregar um jogo pra não precisar viajar e pegar um chave mais complicada. A Itália é que se deu mal Armou um regulamento estilo arapuca, pra quebrar o Brasil e se dar bem. Não adiantou nada: fomos, vimos e vencemos. Ave Bernardinho!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Raposa come quieta e o mestre é Cuca


Crime...

Faltas violentas, que tiram o jogador por um tempo dos gramados, deveriam ter uma punição exemplar e compatível. Quem machucou tinha que ficar afastado dos gramados até que a vítima se recuperasse. Veja o caso do francês Ben Harfa. Uma entrada irresponsável do holandês Nigel De Jong, do Manchester City, quebrou a fíbia e a tíbula do jovem meia-atacante. No hospital, após a cirugia, De Joung até tentou visitá-lo para pedir desculpas. Deu com a cara na porta. Diretores do Newscastle informaram que o atleta machucado estava triste e não iria recebê-lo.

E castigo

Interessante foi o que fez o técnico da seleção holandesa. A violência do seu volante serviu para que ele fosse cortado da última convocação. Justiça feita em casa.

Não chore por mim...

Não dá pra comparar muito, mas por conta da rivalidade torna-se inevitável. O Brasil venceu no meio de semana e a Argentina perdeu. Tá bom, vá lá, nós ganhamos do Irã, os hermanos perderam pro Japão. Bem, o adversário deles era um bocadinho melhor e jogou em casa, mas se fosse o contrário, todas as manchetes de lá dançariam de alegria por nossa derrota. Como a maré de azar é deles, pode preparar mais um tango com tragédia.

Na roda de chimarrão

Renato Gaúcho subiu no salto. Dez pontos atrás do líder e já dá entrevistas falando em título. Quer repetir a arrancada do Mengo no ano passado. Só precisa combinar antes com o rival Inter, o Santos, Corinthians, Cruzeiro, Flu e o próximo adversário, o Vasco. Sem falar nos que estão perto dele na tabela e também sinalizam com uma reação. Ao menos a declaração esquentou as chaleiras...

Comparando

Para o corintiano, pior do que viver a fase das derrotas, com o time despencando aos poucos na tabela, é a comparação com o Palmeiras de 2009. Lembra? O Verdão estava na frente, candidato ao título, com as apostas favoráveis, e acabou fora da Libertadores. Por mais que não queira, a Fiel terá que viver com um espelho indesejável no quarto de visitas. A não ser que o time reaja. O que parece difícil no momento. Lesões, falta de peças pro ataque e o abandono da sorte são ingredientes que fazem a história se repetir. Por pior que pareça.

Come quieto

No melhor estilo mineiro, bão demais da conta, o Cruzeiro chega perto do topo. Contra o adversário direto, o Fluminense, decide quem fica na ponta neste domingo. A Raposa come quieta, e o mestre é Cuca